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Ribeirão Preto, SP, Brazil
Especialista e Consultor em Logística (Armazenagem, Distribuição e Transporte de Cargas), Professor de Cursos em Logística, Consultor de Empresas e do Transporte Público.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O impacto das transportadoras na mobilidade dos grandes centros urbanos

Os males causados ao ser humano, ao meio ambiente e à economia pelo grande volume de veículos nas ruas dos grandes centros são conhecidos e discutidos há anos. Apesar dos investimentos para melhorar essa situação, os altos índices de congestionamento ainda persistem e afetam significativamente a mobilidade urbana.

No Brasil, mais de 100 municípios1 já tiveram que tomar medidas de restrição de circulação de veículos em áreas e horários determinados para amenizar os problemas causados pelo trânsito. Providências como essas afetam as empresas de transporte de carga, principalmente o trajeto conhecido como last mile – percurso final entre os centros de distribuição e o endereço de entrega. E, apesar de necessárias, essas restrições podem gerar um custo adicional para o transporte de mercadorias.

A saída para esse tipo de situação passa por um planejamento integrado que inclui gestão eficiente da frota, entendimento do negócio e das necessidades do cliente e flexibilidade para se adequar às novas regras preservando a saúde financeira da empresa.

Baseada nisso, a FedEx implementou uma nova rotina na entrega de um de seus clientes do setor de bens de consumo, que enfrenta grande sazonalidade devido às características de seus produtos. Com o objetivo de aumentar a produtividade da operação em períodos de pico, respeitando as regras de mobilidade das grandes cidades, a empresa passou a trabalhar com “estoque sobre rodas”.

Por meio de um trabalho que envolve os times de operação e de gerenciamento de risco, a empresa envia para as ruas um carro com produtos para reabastecer caminhões que já estão em rota de entrega. Cada “estoque sobre rodas” abastece de dois a três veículos por saída. Com isso, os caminhões ficam cerca de três horas a mais por dia realizando entregas e a produtividade por veículo cresceu, em média, 29,8% em número de entregas. Se esses caminhões tivessem que voltar ao Centro de Distribuição para buscar novos pacotes, não conseguiriam retornar às entregas no mesmo dia devido ao tempo gasto no trajeto e às restrições de circulação.

Com esta iniciativa, a FedEx reduziu em aproximadamente 25% o número de veículos nas ruas para atender essa operação. Esta redução também ajuda a melhorar trânsito e a diminuir a emissão de CO2 na atmosfera.

Outra medida eficiente que as transportadoras podem tomar para melhorar a mobilidade urbana está relacionada à localização dos seus centros de distribuição. Um estudo cuidadoso de rotas pode indicar onde seriam os melhores pontos para a instalação das estações. A abertura de uma filial do serviço internacional da FedEx no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, há cerca de 3 anos, e a transferência de algumas rotas, que estavam baseadas na Lapa, para o novo endereço fez com a empresa passasse a percorrer 950 km a menos por dia.  

Fonte: Revista MundoLogística 
Antonio Queiroz é diretor de vendas da FedEx no Brasil

Logística compartilhada: Por que não?

O compartilhamento de serviços ganha cada vez mais adeptos e nos últimos anos vimos aplicativos de contratação de motorista particular, hospedagem e carona se popularizarem rapidamente. A ideia é baseada no conceito de economia colaborativa em que pessoas com interesses e necessidades comuns dividem ou trocam serviços e produtos, o que é amplamente facilitado pelo uso de plataformas digitais. No Brasil, no entanto, quando falamos de logística, a realidade é diferente. As grandes empresas ainda mantêm núcleos de distribuição e infraestruturas próprias para suportar as suas operações.

E por que a indústria não divide essa conta? A resposta é basicamente cultura. Por aqui, já existem algumas iniciativas de centros de logística compartilhados, mas ainda é algo incipiente. A exemplo dos CSCs (centros de serviços compartilhados) - que levaram certo tempo para amadurecerem, mas hoje já estão bem difundidos no país – os CLCs estão percorrendo o mesmo caminho e representam uma nova fronteira para o mercado.

Estamos nos acostumando com novas formas de nos locomover na vida pessoal e o setor empresarial vem acompanhando essas tendências de perto. Muito mais do que atitude, é questão de sobrevivência. De acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain, os custos logísticos (despesas com transporte, estoque, armazenagem e serviços de administração) consumiram 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ou R$ 749 bilhões. Já nos Estados Unidos, a conta contabiliza 7,8% do PIB americano.

O transporte, por exemplo, consome a maior parte dessa conta (6,8% do PIB ou R$ 401 bilhões). A alta porcentagem está diretamente relacionada à malha rodoviária deficiente, encargos fiscais e combustíveis a preços exorbitantes, sem deixar de mencionar o gasto com seguro (determinadas cargas sofrem assaltos constantes). Todas essas variáveis impactam no valor final do produto e comprometem a competitividade da indústria nacional.

A sociedade depende da entrega desses produtos, uma vez que as fábricas migraram dos grandes centros para locais mais afastados. Porém, a conta fica mais cara no supermercado porque boa parte dos gastos com logística é embutida no preço final da mercadoria. Outro ponto importante é que a empresas, com o cenário econômico instável, passaram a racionar ao máximo as suas estruturas de armazenamento e transporte. Quanto mais centros, mais custos com infraestrutura e mão de obra. Tudo isso transforma a operação logística em uma atividade crítica.

Incontáveis vezes, vemos caminhões vindos de outros estados que, após descarregarem, voltam para as cidades de origem vazios. Por que não aproveitar essa viagem e voltar com uma carga diferente? O conceito de compartilhamento aplicado no setor é focado na otimização dos recursos. Uma empresa tem uma frota de veículos moderna, mas o armazém precisa de reparos, enquanto na outra organização a situação é inversa. Por que não combinar o melhor das duas? A ideia é fazer com que ativos reduzam de maneira inteligente a conta frente para ambas as companhias.

Um exemplo de sucesso são duas empresas brasileiras do ramo editorial que uniram as suas estruturas para a entrega de jornais. Quem mora em um condomínio já deve ter percebido que muitos dos seus vizinhos leem jornais de marcas diferentes. Esses dois grandes jornais também perceberam isso e esqueceram as diferenças em troca de uma melhor eficiência operacional para ambas as empresas e, a partir disso, o mesmo caminhão leva exemplares das duas publicações. Em determinados casos, é muito simples fazer essa combinação. O caminhão que trouxe um carregamento de papel higiênico pode voltar abastecido de produtos de limpeza, por exemplo.

Com o apoio da tecnologia é possível fazer a gestão inteligente, com previsão um plano de cargas pelo menor custo de fretes ou a melhor margem financeira para a operação. O mercado de TI oferece plataformas que consolidam em painéis todas as atividades, incluindo o planejamento da organização da carga dentro do veículo – o que vai ser descarregado primeiro, fica mais próximo da porta – e combinações de rotas para formar circuitos ou sequências colaborativas de carregamentos.

Os sistemas indicam também as melhores possibilidades de carregamento das entregas, considerando o valor das mercadorias permitidas pela seguradora, a restrição de capacidade física do veículo e a limitação de empilhamento de acordo com a fragilidade dos produtos. Além disso, é possível evitar combinar objetos que, por regras sanitárias, não podem estar no mesmo ambiente.

A alimentação diária dessas soluções gera indicadores que podem ser analisados a qualquer momento, possibilitando identificar oportunidades de sinergia entre rotas, inclusive, enquanto estão em andamento e, se necessário, alterar para ter um desempenho melhor. Essas funcionalidades aliadas à atuação em conjunto otimizam recursos e diminuem o impacto que a logística causa no orçamento. Também têm efeito positivo lá na ponta, impactando no valor pago pelo consumidor final.

O principal desafio é quebrar a cultura de olhar para o mercado e ver apenas concorrentes, quando muitas empresas podem ser aliadas e cooperar com a sua operação. No âmbito tecnológico, é essencial ter um parceiro capaz de fazer, de maneira segura, a integração de softwares distintos para assegurar que não existam conflitos de entregas e cargas. A TI deve ser o catalizador dessa otimização, fazendo a equação da melhor logística, menor custo e menor tempo.

Fonte: Revista MundoLogística
Alexandre Azevedo é diretor da Unidade Private da TOTVS

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Brasil precisa ser mais sério!!

O que vou postar é redundante. Já foi matéria em vários jornais, revistas, estudos de comportamento.

O Brasil só funciona depois do Carnaval. Isso já foi amplamente discutido e estudado. Passamos por um período difícil, falta de emprego, vendas em queda, produção em queda. Empresários sérios muito preocupados, outros nem tanto.

À partir do dia 24 de fevereiro paramos para "festejar", o que ainda não sei, mas vamos festejar. Esquecemos a falta de dinheiro, as contas, o desemprego e principalmente a situação do Brasil.

Durante uma semana perdemos a razão, o controle e vamos às festas. Se ficamos sem saber o que acontece dentro do nosso País, imagine o cenário internacional. Uma pena perder uma semana. Uma pena ser considerado uma País pouco sério. Precisamos mudar, para um dia sermos levados a sério.

Brazil needs to be more serious !!

What I'm going to post is redundant. It has been a subject in many newspapers, magazines, and behavior studies.

Brazil only works after Carnival. This has already been widely discussed and studied. We went through a difficult period, lack of jobs, falling sales, falling production. Serious businessmen very worried, others not so much.

From the 24th of February we stop to "celebrate", which I do not know yet, but let's celebrate. We forget the lack of money, the accounts, the unemployment and especially the situation in Brazil.

For a week we lose our reason, control and go to parties. If we do not know what happens inside our country, imagine the international scenario. A pity to waste a week. A pity to be considered a little serious country. We need to change, to one day be taken seriously.


Il Brasile ha bisogno di essere più serio !!

Quello che posso postare è ridondante. E 'stato oggetto di vari giornali, riviste, studi comportamentali.

Brasile funziona solo dopo il Carnevale. Questo è stato ampiamente discusso e studiato. Abbiamo attraversato un periodo difficile, la mancanza di posti di lavoro, calo delle vendite, calo della produzione. Gravi affari molto preoccupato, altri meno.

Dal 24 febbraio al smettere di "partito", che ancora non si sa, ma cerchiamo di festeggiare. Dimenticate la mancanza di denaro, conti, la disoccupazione e in particolare la situazione del Brasile.

Per una settimana abbiamo perso la ragione, il controllo e lasciare alle parti. Se non sappiamo quello che succede nel nostro paese, immaginare la scena internazionale. Un vero peccato perdere una settimana. Una penalità essere considerato un piccolo paese serio. Abbiamo bisogno di cambiare per un giorno per essere preso sul serio.

Flávio S Pereira